Prepare o bolso: Juros bancários é o mais alto dos últimos três anos

Em abril, a taxa média de juros bancários com recursos livres em operações com pessoas físicas e empresas chegou a 38,1% ao ano. Esta foi a maior taxa desde abril de 2019, quando tinha somado 38,3% ao ano. Os números foram divulgados pelo Banco Central nesta quarta-feira (27/07/2022).

Em comparação ao mês anterior, houve um aumento de 0,7 ponto percentual na taxa média de juros bancários com recursos livres. No crédito livre, não são consideradas as operações de financiamentos habitacional, rural e do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).

Para as pessoas físicas, a taxa média de juros bancários no crédito livre aumentou de 49,5% ao ano para 50,3% ao ano. Este foi o maior patamar desde novembro de 2017, quando tinha chegado a 23% ao ano.

Já para as pessoas jurídicas, houve um crescimento de 21,6% ao ano para 22,4% ao ano. Neste caso, o nível foi o maior desde agosto de 2019, quando tinha totalizado 50,9% ao ano.

Entre as principais linhas de crédito livre disponível para pessoas físicas, o cheque especial se destacou — com aumento na taxa de 127,8% ao ano para 132,7% ao ano. Esta foi a maior taxa desde janeiro de 2020, quanto totalizou 140,8% ao ano. Vale lembrar que os bancos oferecem, desde 2018, um parcelamento para dívidas no cheque especial. Essa alternativa tem validade para débitos acima de R$ 200.

Aumento dos juros bancários acompanha alta da taxa Selic
A elevação dos juros bancários segue a tendência de elevação da taxa básica de juros da economia, a Selic.

No começo do ano passado, taxa Selic estava em 2% ao ano — o menor patamar histórico. Atualmente, a taxa de juros está em 13,25% ao ano, sendo o maior nível desde dezembro de 2016, quando estava em 13,75% ao ano.

A cada 45 dias, a taxa Selic é revista pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central. A próxima reunião da entidade está prevista para acontecer no início de agosto.

Conforme indicado na reunião promovida em junho, deve acontecer um novo aumento na Selic na reunião seguinte. Essa alta deve ser de 0,50 ou 0,25 ponto percentual. O Banco Central vem aumentando a taxa Selic como forma de controlar a escalada da inflação.